sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pra não dizer que não falei de sobre o medo.

Há tempos eu faço rascunhos de um texto sobre medo. Na verdade, eu queria escrever algo que se encaixasse nesse título que vocês vêem acima, mas sempre caia em medos existenciais, o que não convém falar aqui. Talvez até convenha, já que o blog é meu e eu falo do que quiser, mas não me sinto a vontade falando de medos existenciais com as almas que aqui habitam/visitam.
Também não queria falar de medos superficiais, como a minha fobia de aranhas ou qualquer ser que tenha mais que 4 patas, porque acho que seria dar muita intimidade.
Então não me sobrou nada. Não querer falar nem da superfície nem da existência, não há mais nada a ser dito...Errado.
Quando era criança, eu ia a um parque de diversão que chegava na minha cidade no começo das férias para passar uma temporada de 3 meses. Eu ia em TODOS os brinquedos! Gritava, aplaudia, cuspia nas outras crianças quando eu estava de cabeça para baixo em um brinquedo...isso tudo de olhos abertos, afinal, eu era uma criança muito corajosa. Mas havia um brinquedo que eu paralisava: a Casa do Terror (ou Trem Fantasma, tanto faz!). Eu sempre ia, mas eu NUNCA abri o olho. Não sei o que tem lá dentro! Sei que as pessoas gritam, há uma música sinistra e gemidos, mas visualmente, não conheço. E nem sei se conhecerei.
Não sei exatamente o por quê disso. Talvez eu tivesse medo, talvez eu quisesse evitar o constrangimento de rir dos  patetas que se assustam com aqueles gemidos...mas especular sobre talvez trouxesse a tona os meus medos existenciais e aí eu voltaria para o início do texto fechando um ciclo. O que não valeria a pena...

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